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Archive for June, 2007

Em relação a outras formas de arte(cinema, teatro,artes plásticas,etc…), a música e a literatura tem um diferencial forte: ambas, como artes não visuais(pode se discutir se literatura é ou não é visual, mas isso agora não vem aos caso) nos permitem o exercício de “imagética visual”(mais uma expressão inventada!!!). Cada som ou cada situação induz nossa mente á criação de um universo visual único. No caso da música, pelo menos comigo, acontece outra coisa curiosa.Além da criação de imagens, as vezes ocorre um resgate de emoções e “feelings” do meu passado. O exemplo mais clássico disso: Quem nunca ficou alguns anos sem ouvir um disco e quando botou pra tocar de novo, sentiu o feeling da época retornar???

Ultimamente reparei que até músicas que eu nunca ouvi podem produzir esse mesmo efeito nostálgico. Uma delas é a que escolhi pra acompanhar esse post. È uma música do Air, aquele duo francês, e se chama “Once uppon time”. O disco como um todo é bem interessante. Tem algumas músicas que eu não gostei muito, mas as que eu gostei, gostei bastante. Os caras conseguiram fazer uma mistura bem diferente de chill out com inlfuências orientais, psicodelia, e minimalismo. Mas essa música em especial me chamou bem atenção. Além do clima meio mágico, meio “História Sem Fim”, meio Senhor dos Anéis, me trouxe imagens e feelings da minha infância misturadas com esses filmes. A letra ajuda também, é bem sugestiva, fala de infância e de como o tempo passa rápido. Acho que até que rola um efeito na voz dos caras pra parecer voz de criança, mas o som é que ma chamou atenção primeiro( sempre me ligo primeiro no som) Ahh… e não sei porque pelo menos nos últimos tempos, me parece a música ideal para se olhar pra uma montanha.Pode, e sei que vai parecer meio piegas, mas quando eu ouvi esse som olhando pra Pedra da Gávea, o mundo fez mais sentido.

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Gente desculpa pela demora, como muitos não devem saber estou me formando em Comunicação Social, por isso a minha ausência.

O tema do meu trabalho de conclusão de curso é uma análise do ARG, que não vale a pena no momento comentar muito sobre o assunto. O assunto abriu a minha mente para o universo das convergências, sejam de mídias, estratégias, pensamentos e musica. É isso que quero demonstrar nessa postagem, e em alguns próximos, a mistura de estilos, encontro de pessoas, convergência de sons.

O dicionário Houaiss apresenta uma definição de convergência muito interessante: Adaptativa ou evolutiva, desenvolvimento de características morfológicas ou funcionais semelhantes em espécies não relacionadas, como conseqüência da adaptação do ambiente. Mesmo não estando falando de seres vivos que se adaptam ao ambiente, o conceito pode ser aplicado a muitas coisas do mundo, especialmente musica, onde diferentes estilos se unem para atender a um público.

A indicação inicial para esse conceito é um trabalho da dupla japonesa HIFANA, com certeza um dos melhores achados do ano. HIFANA é composto por KEIZOmachine! and Juicy (nomes artísticos, ainda não encontrei seus nomes reais). Os dois começaram como percussionistas de dança do ventre, mas hoje em dias seus trabalhos são compostos quase por uma combinação de batidas eletrônicas, scrachts, e mixes de diferentes timbragens. A Musica é Wamono, uma combinação de levadas de Shamisen (instrumento tradicional Japonês) com batidas de hip hop.

Outro ponto interessante da banda são os clips que apelam a uma linguagem estética genial. Segue à baixo o link de dois vídeos.

http://www.youtube.com/watch?v=Z4Ikay3a1Zc

http://www.youtube.com/watch?v=3sGi7zZSznk

Até breve João Paulo.

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começo agradecendo meu pai, o real responsável por este post: valeu!!!

essa é a música mais avant-garde que eu postei até agora. a mais experimental, a mais louca. a com o pensamento mais futurista possível. só que ela é dos anos 60…

origens da música eletônica comercial, Perrey and Kingsley são os autores dessa pérola chamada Swan’s Splashdown, datada de 1966. faz parte do álbum The In Sound from Way Out!, o primeiro trabalho da dupla e considerado como o primeiro disco mainstream de música eletrônica.

enfim: uma música sensacional, o som do futuro… ainda mais se considerarmos que, 41 anos atrás, já estariam dando a dica do que ouvir hoje. a prova de que — nem sempre — o mais novo é, também, o mais moderno.

o que eles não consideravam, com certeza, é que esse chiado do lp de vinil que tanto perturbava lá em 1966 seria uma hype tão forte mais de 40 anos depois. e, sem querer, mais uma vez eles acertaram o que a gente estaria ouvindo hoje!

então, tá dada a indicação. estão dados todos os links pra quem quiser ler mais a respeito. agora, chega de bla bla bla, e vamos escutar!!!

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indie-pop-rock.

uns dizem que é pobre, uns dizem que é simplório. posso até concordar em alguns momentos, mas no geral, acho um gênero agradável e objetivo. se vale divagar, pra mim é um punk sem fazer barulho… melodias simples, harmonias simples… mas com uns toques de experimentalismo, peso sem fazer esporro, sonoridades etéreas sem dar sono, doideiras sem ser cansativo…

e se existe um deus no mundo indie, pra mim esse deus se chama — olha a piada infame!!! — dEUS. por anos foi o representante máximo do indie, na minha humilde opinião. e daí, descobri que lá na terra deles — que a gente, aqui, simplesmente nem sabe que existe direito — tem um monte de gente que leva um som nessa mesma levada. nunca ouvi falar em indie-belga como um estilo, mas eu realmente escuto uma grande identidade musical no som do povo de lá.

e, nessas de escutar muito do que é tocado na bélgica, eis que encontrei uma banda que faz frente ao meu mito musical de antes:

mintzkov. o nome é meio escroto, eu acho. mas o som dos caras é sensacional! indie-belga (acho que acabei de inventar um gênero, né…) da melhor qualidade! um pouco de loucura, mas sem exageros; um certo peso, mas sem doer o ouvido; melodias simples, sem pobreza; e uma carga emocional muito forte, sem ser piegas ou brega. um som muito equilibrado, mas que merece um adjetivo especial da minha parte: visceral.

tá dada a indicação… aproveitem o som!!

aqui, in every crowd, do tempo em que a banda ainda se chamava mintzkov luna.

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ms john soda

16Jun07

falando pouco, mas pelo menos postando pra ver se esse blog volta a indicar alguma coisa.

a boa de hoje: ms john soda.

parte do cardápio do excelente selo morr music, trata-se de um duo alemão de respeito: o tecladista do “couch“, mais o genial baixista do “Tied & Tickled Trio” e do “notwist” — não precisa dizer mais nada, né?

pra quem gosta de idm, synth-pop e fortes pitadas de indie, ms john soda é uma boa pedida. e a música da vez é no one, do ep While Talking, de 2003. vale a pena conferir a discografia dos caras, é coisa boa!

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